Notícias
Alfredo Gaspar, vice de Flávio, foi relator da CPMI do INSS e disputaria vaga no Senado
Anunciado candidato a vice-presidente da República na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar (PL-AL) está em seu primeiro mandato como deputado federal e ganhou notoriedade ao atuar como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conhecida popularmente como a “CPI do INSS”.
Formado em Direito e com pós-graduação, Gaspar completa 56 anos neste mês. Ele trabalhou como promotor de Justiça por 24 anos e exerceu o cargo de procurador-geral de Justiça de Alagoas em duas ocasiões, conforme consta em sua biografia oficial. Ademais, foi coordenador do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e presidiu o Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado (GNCOC).
Gaspar também atuou como secretário de Segurança Pública durante a gestão de Renan Filho (MDB), atualmente ministro dos Transportes no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O deputado havia manifestado interesse em concorrer ao Senado por Alagoas, enfrentando uma disputa intensa contra Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP). Como há duas vagas para o Senado, a desistência de Gaspar poderia facilitar a eleição de Calheiros e Lira.
Durante os trabalhos da CPMI do INSS, Gaspar foi alvo de acusações de estupro e tentativa de suborno feitas pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). O parlamentar refutou as alegações. A comissão encerrou suas atividades sem a apresentação de um relatório final.
Notícias
Confiança nas urnas é fundamental, diz Cármen Lúcia no Rio
Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a segurança das urnas eletrônicas e ressaltou que a confiança nas instituições é essencial para a democracia durante sua participação no último dia do Rio Innovation Week, realizado na tarde desta sexta-feira na capital do Rio de Janeiro.
Em um diálogo conduzido pela desembargadora e escritora Andréa Pacha, a ministra foi questionada sobre a crescente desconfiança em relação à democracia no Brasil.
Para ilustrar seu ponto, Cármen Lúcia recorreu à mitologia grega, destacando que o ato de votar é uma prática antiga da humanidade. Ela contou a história de 50 mulheres que fugiram do Egito para evitar casamentos forçados e buscaram abrigo no reino de Argos. O rei do local decidiu resolver a questão com uma votação:
— A decisão sobre a permanência dessas mulheres foi tomada pelo número de mãos levantadas, método semelhante ao que usamos atualmente em votações. Isso evidencia que em diferentes culturas a decisão é feita pela expressão da vontade da pessoa.
A ministra relacionou esse contexto histórico às recentes críticas ao sistema eleitoral brasileiro.
Segundo ela, embora o Brasil tenha criado a urna eletrônica, seu sistema foi alvo de questionamentos, especialmente por parte do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
— A urna pertence ao povo brasileiro e foi desenvolvida no país. Mesmo assim, houve dúvidas sobre sua confiabilidade. Na cabine de votação não há ninguém além do eleitor. É o eleitor que escolhe seu representante. A desconfiança é fácil de espalhar, mas edificar a confiança, que é a base da democracia, é um desafio.
Liberdade como compromisso coletivo
Cármen Lúcia destacou também o valor da liberdade como um direito e uma responsabilidade de todos, defendendo que sua manutenção depende da participação ativa dos cidadãos na democracia e do respeito mútuo.
— Eu faço parte de uma geração que lutou muito pela liberdade, pois vivíamos sem ela. Muitas pessoas desapareciam sem explicação. A palavra ‘liberdade’ não pode ser vazia, precisa representar um compromisso, assim como nossa obrigação de cuidar de nós mesmos e dos outros, porque isso é fundamental para a convivência. Não há democracia sem cuidado com todos.
A importância da participação política feminina
A ministra frisou ainda a necessidade de aumentar a participação das mulheres na política e de lutar contra a violência contra elas:
— 53% do eleitorado são mulheres, e isso não é pouco. Precisamos, mulheres e homens, lutar por mais igualdade em uma sociedade com tanta desigualdade. Um mundo que em 2025 terá 310 milhões de mulheres vítimas de violência não é um mundo que pensa em civilidade, mas sim um que precisa urgentemente restaurar a humanidade.
Cármen Lúcia planejava estar presente pessoalmente no evento, mas, devido à previsão de ventos fortes que cancelaram seu voo, participou por videoconferência. Ela comentou de forma bem-humorada:
— Se essa tela fosse uma tela de cinema, o filme seria ‘E o vento levou’, porque fui levada para longe de onde desejava estar, que era com vocês.
Economia
Banco do Brasil quita R$ 100 milhões da dívida com a União em novo acordo
O Banco do Brasil realizou o pagamento à União da parcela de R$ 100 milhões conforme o novo acordo para quitar o Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD).
Este pagamento é o primeiro desde que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a revisão dos prazos, que agora vão até 2029.
No momento da decisão, o BB ainda possuía um saldo de R$ 4,1 bilhões do IHCD, de um total original de R$ 8,1 bilhões.
Segundo o plano, o banco concordou em quitar o valor restante em parcelas escalonadas: duas anuais de R$ 100 milhões, em julho de 2026 e julho de 2027; uma de R$ 1 bilhão em julho de 2028; e uma última de R$ 2,9 bilhões em julho de 2029.
O IHCD, contratada em 2012, foi um mecanismo para o Banco do Brasil captar recursos junto ao Tesouro, com características tanto de dívida quanto de capital, fortalecendo o capital regulatório da instituição.
Em fevereiro, o banco solicitou uma revisão do cronograma de pagamentos. Em entrevista ao programa Roda Vida da TV Cultura, a presidente do BB, Tarciana Medeiros, explicou que essa solicitação é uma prática comum. Segundo ela, a questão principal não é o pedido em si, mas sua divulgação pública, sendo uma estratégia prudente adotada também por outras instituições financeiras.
Cidades
Igarassu alcança nota 6,0 no Ideb e supera Recife pela primeira vez em 20 anos
Igarassu destacou-se no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025, divulgado na quarta-feira (5), obtendo as maiores notas da Região Metropolitana do Recife tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental. Pelo segundo ano seguido, a cidade histórica mantém a liderança na educação básica da região, marcando um feito importante para a comunidade local. Este resultado evidencia o esforço contínuo da administração municipal e dos educadores em promover um ensino de qualidade e com resultados consistentes, superando inclusive a capital do estado, Recife.
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