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Economia

Mercados de NY sobem e Dow atinge novo recorde com sinais para Oriente Médio e crescimento nos EUA

As bolsas de Nova York terminaram o dia em alta nesta segunda-feira (03), acumulando ganhos pela terceira sessão consecutiva e impulsionando o Dow Jones a um novo recorde. A queda nos preços do petróleo, provocada pela expectativa de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, contribuiu para o movimento positivo. Além disso, dados econômicos mais fortes do que o esperado nos Estados Unidos deram força adicional ao mercado.

O Dow Jones registrou alta de 1,32%, chegando a 53.178,41 pontos. O S&P 500 subiu 1,48%, alcançando 7.600,50 pontos, enquanto o Nasdaq teve um crescimento de 2,13%, encerrando em 25.913,90 pontos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, passou de uma postura ameaçadora para uma abertura ao diálogo com o Irã, o que elevou o otimismo nas negociações que começaram em agosto.

A Amazon manteve sua trajetória de alta, subindo 4,6%, e ultrapassou o valor de mercado de US$ 3 trilhões, conforme dados do site companiesmarketcap.com.

Por outro lado, as ações da Apple recuaram 1,78%, fechando em baixa pela quarta vez seguida, e a empresa caiu para a terceira posição no ranking das maiores empresas dos EUA em valor de mercado, sendo ultrapassada pela Alphabet, que cresceu 4,4%. A Nvidia, em contrapartida, avançou 2,93%.

O Goldman Sachs projeta que os investimentos globais em inteligência artificial ultrapassem a marca de US$ 1 trilhão até 2026.

As ações da Chevron e da Exxon registraram quedas de 1,85% e 0,24%, respectivamente, voltando das mínimas do dia depois que o Departamento de Energia dos EUA informou que os estoques estratégicos de petróleo atingiram o nível mais baixo desde 1983.

A SpaceX valorizou 5,6% em meio à expectativa pelo primeiro relatório da empresa de IA e foguetes do Elon Musk após sua abertura de capital. As ações da empresa estão cerca de 15% abaixo do preço inicial de oferta, que foi de US$ 135.

A Bristol Myers Squibb teve um aumento de 0,3% após surgirem rumores sobre uma possível fusão com a britânica AstraZeneca, cuja ADR caiu 6,9% em Nova York.

No âmbito macroeconômico, o índice de gerentes de compras (PMI) industrial dos EUA alcançou seu ponto mais alto desde maio de 2022, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM).

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Economia

Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 150 milhões

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Nenhum participante acertou os seis números do Sorteio 3.040 da Mega-Sena, ocorrido na terça-feira (4). O valor do prêmio acumulou e agora é estimado em R$ 150 milhões para o sorteio da próxima quinta-feira (6).

Os números sorteados foram: 031624304954.

  • Oitenta e nove bilhetes acertaram cinco números e cada um ganhará R$ 47.258,21;
  • Seis mil quinhentos e cinquenta e cinco bilhetes acertaram quatro números e cada um receberá R$ 1.057,65.

Para participar do próximo sorteio, as apostas podem ser feitas até às 19h do dia 6 (quinta-feira), seja em casas lotéricas autorizadas pela Caixa ou pelo site ou aplicativo oficial do banco.

O valor mínimo de uma aposta simples com seis números é R$ 6.

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Economia

Logística do Futuro: IA, Robôs e Gestão na Cadeia de Suprimentos

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A logística precisará adotar processos cada vez mais automatizados para atender às novas demandas do mercado e manter a competitividade empresarial.

Da digitalização dos processos ao emprego de robôs e inteligência artificial (IA), a revolução tecnológica deixou de ser uma simples tendência e se tornou essencial em um setor pressionado pela eficiência, redução de custos e rapidez nas entregas.

Esses temas foram o foco do primeiro dia do Conecta Multimodal 2026, evento oficial da Multimodal Nordeste, realizado nesta terça-feira (4) no Recife Expo Center. O espaço, organizado pelo Movimento Econômico e Folha de Pernambuco, reuniu especialistas para debater a transformação digital na cadeia de suprimentos.

O professor de Logística e Supply Chain da ESPM, Carlos Menchik, compartilhou sua perspectiva sobre como a inteligência artificial, a automação e a robótica irão revolucionar as operações logísticas nos próximos anos.

O papel da automação na logística do futuro

A digitalização da logística avança globalmente, impulsionada pelo crescimento do comércio eletrônico, pela necessidade de melhor rastreamento de mercadorias e pelo uso crescente de análise de dados para decisões estratégicas. Tecnologias como sistemas de gerenciamento de armazéns (WMS), sensores inteligentes, inteligência artificial e equipamentos autônomos já são comuns em grandes centros de distribuição e começam a ser adotadas por empresas de médio porte.

Para Carlos Menchik, incorporar essas tecnologias é indispensável.

“As empresas que não se adaptarem perderão competitividade gradualmente. Em cinco a oito anos, podem deixar de existir por não acompanhar essa transformação. Os concorrentes compreendem que a digitalização e a automação são caminhos irreversíveis”, destacou ele.

O especialista explicou que a modernização logística ocorre em fases: inicialmente, digitalizando processos com software; depois, mecanizando operações; e finalmente, implementando robótica, o nível tecnológico mais avançado.

“O fundamental é que as empresas adotem algum tipo de automação, seja digital, mecânica ou robótica”, explicou.

A inteligência artificial potencializa esse avanço ao aperfeiçoar o planejamento de rotas, prever demandas, otimizar o controle de estoques e elevar a eficiência operacional. A robótica, por sua vez, tende a se consolidar especialmente em tarefas repetitivas como movimentação de cargas e separação de pedidos.

“A tendência é que, para as atividades repetitivas, surjam soluções de automação capazes de funcionar sem a intervenção humana”, concluiu.

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Economia

CNT destaca infraestrutura como chave para unir regiões e fortalecer a economia

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Concluindo o primeiro dia do Conecta Multimodal 2026, evento integrado à Feira Multimodal Nordeste, a Folha de Pernambuco e o Movimento Econômico, organizadores da programação entre 4 e 6 de agosto no Recife Expo Center, no centro do Recife, promoveram a palestra “O papel da infraestrutura de transporte no desenvolvimento regional”.

A apresentação foi liderada pelo gerente executivo de Inteligência em Transporte da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Tiago Veras, que ressaltou a necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura para eliminar gargalos logísticos, elevar a competitividade do Brasil e impulsionar o crescimento econômico das regiões.

No início do encontro, Veras esclareceu o papel da CNT dentro do Sistema Transporte, que também inclui o Sest Senat e o Instituto de Transporte e Logística (ITL). Segundo ele, a entidade defende os interesses do setor por meio da produção de estudos e pesquisas que fundamentam políticas públicas e decisões estratégicas no transporte.

“A missão da CNT é gerar conhecimento sobre o setor. Fornecemos dados, análises e estudos que ajudam a compreender os principais desafios da infraestrutura de transporte no país”, afirmou.

Veras explicou que esse conhecimento é fruto do trabalho de equipes multidisciplinares formadas por especialistas em economia, estatística, meio ambiente e inteligência em transporte. Esses estudos servem de base para defender pautas do setor junto ao governo.

“Nossa atuação exige levar argumentos e evidências. Convencemos através do conhecimento produzido, construído por equipes técnicas que analisam continuamente a realidade do transporte no Brasil”, destacou.

Desafios Identificados

Baseado nesses estudos, Veras salientou que o maior desafio do país é a insuficiência histórica de investimentos. O tamanho continental do Brasil, as diferenças regionais e a complexidade das cadeias produtivas demandam infraestrutura eficiente para o transporte de cargas e passageiros.

“O Brasil é imenso, com disparidades regionais significativas e cadeias produtivas complexas. O transporte precisa atender a essa dinâmica, o que só acontece com infraestrutura adequada”, explicou.

Ele ressaltou que a falta de investimentos ao longo dos anos prejudicou a qualidade da malha de transportes, principalmente rodovias, criando gargalos que aumentam os custos logísticos e diminuem a competitividade econômica.

“A escassez de recursos resulta em infraestrutura inferior e diversos problemas que afetam o transporte de cargas e passageiros”, afirmou.

Ampliação dos Investimentos

Na visão do executivo, a expansão dos investimentos requer cooperação entre os setores público e privado. Embora as concessões sejam importantes para o crescimento da infraestrutura, ele defendeu que o poder público mantenha investimentos em áreas que não atraem a iniciativa privada, mas são socialmente relevantes.

“Existem diversas questões relacionadas às decisões de investimento. A CNT defende que o setor público continue aplicando recursos na infraestrutura, enquanto o setor privado foca nas áreas concedidas. Há projetos que podem não ser economicamente atraentes, mas são essenciais socialmente. Não se pode esperar que a iniciativa privada resolva tudo. É necessário direcionar recursos públicos de forma eficiente para onde fazem sentido para a sociedade”, explicou.

Veras reforçou que o transporte tem papel estratégico para a economia nacional e que superar os obstáculos da infraestrutura é fundamental para melhorar a produtividade, integrar as regiões do país e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico. “Quando o transporte funciona bem, toda a economia se beneficia”, concluiu.

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