Economia
Governo planeja R$ 750 mi para manter programa de reforma de casas
O Ministério das Cidades encaminhou uma solicitação à equipe econômica para disponibilizar um aporte financeiro de R$ 750 milhões destinado a um fundo habitacional. O objetivo é garantir a continuidade da linha de crédito para reformas residenciais após o mês de agosto, considerando o período eleitoral que se aproxima. O programa Reforma Casa Brasil é uma iniciativa considerada essencial na agenda positiva do governo Lula para este ano eleitoral.
Fontes do Executivo informam que a questão está sendo avaliada e que a decisão também será influenciada por uma análise dos riscos jurídicos envolvidos no eventual aporte.
Iniciado em 2025, o programa oferece condições de juros reduzidos para financiamentos que cobrem despesas com materiais de construção, serviços relacionados, bem como projetos e acompanhamento técnico por arquitetos e engenheiros.
Em outubro do ano anterior, ao anunciar a nova linha de crédito, o governo declarou que o orçamento total para o programa seria de R$ 40 bilhões, dos quais R$ 30 bilhões do Fundo Social seriam destinados a famílias com renda de até R$ 9.600. Outros R$ 10 bilhões viriam da Caixa Econômica Federal.
Originalmente, o Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab) tinha a responsabilidade de garantir os financiamentos para famílias com renda de até R$ 9.600. Entretanto, uma portaria publicada em maio deste ano pelo Ministério das Cidades modificou as regras para que o FGHab também assegure todos os empréstimos do Reforma Casa Brasil.
Em um ofício encaminhado recentemente ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, o Ministério das Cidades comunicou que o fundo dispõe atualmente de capacidade para garantir até R$ 3,3 bilhões em financiamentos. Esse valor seria suficiente para o funcionamento do programa apenas até o mês de agosto.
“Espera-se que o FGHab deixe, ainda em agosto, de conseguir assegurar os créditos concedidos, o que inviabilizaria a continuidade do programa nos termos atuais, justamente em um momento que a população busca mais intensamente esses recursos para viabilizar reformas, ampliações e melhorias em suas residências”, justifica o Ministério das Cidades.
Contudo, a pasta ressalta que não é possível precisar o tempo exato que o aporte de R$ 750 milhões garantiria a manutenção da iniciativa.
“Esse montante permitiria, de forma emergencial, evitar a interrupção do programa, enquanto se estruturam alternativas”, afirma o documento.
Até julho de 2025, foram financiados aproximadamente R$ 3 bilhões, e de acordo com o ritmo atual, o programa deve alcançar R$ 7 bilhões até o final do ano, correspondendo a 17,5% da meta inicialmente prevista.
O Ministério das Cidades também destaca que ainda há R$ 10,7 bilhões empenhados no orçamento de 2025, com possibilidade de aporte adicional do Fundo Social para assegurar a continuidade dos financiamentos.
“Diante disso, solicitamos o pronto auxílio deste ministério para viabilizar o aporte de recursos necessários e disponíveis no FGHab, de maneira imediata, a fim de evitar a suspensão do Reforma Casa Brasil”, conclui o ofício.
Economia
Petrobras descobre gás no poço Sandia-1 na Colômbia
A Petrobras anunciou uma nova descoberta de gás no poço exploratório Sandia-1, localizado no bloco GUA-OFF-0, em águas profundas da Colômbia. Este poço se situa a aproximadamente 42 quilômetros da costa, em uma lâmina d’água de 1.251 metros, além de estar próximo dos poços Sirius-1, Sirius-2 e Copoazu-1, a 18 e 9 quilômetros, respectivamente.
De acordo com a empresa, esta descoberta evidencia o potencial de gás natural na região offshore colombiana, aumentando volumes que devem fortalecer a segurança energética local. Os intervalos contendo gás estão em processo de avaliação por meio de perfis do poço e serão analisados posteriormente em laboratórios para melhor caracterização.
A perfuração começou em 12 de junho e foi concluída em 29 de julho. A Petrobras destaca que sua atuação no bloco está alinhada à sua estratégia de longo prazo, que visa a recomposição das reservas de petróleo e gás, explorando novas fronteiras e trabalhando em parceria com outras empresas durante o processo de transição energética global.
A Petrobras opera o consórcio do bloco por meio de sua subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIBCOL), com uma participação de 44,44%, em parceria com a Ecopetrol, que detém 55,56%.
Economia
BNDES libera até R$ 3,7 bilhões para vender 19 aviões Embraer ao Canadá
O BNDES liberou um financiamento entre R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões para que a Embraer possa exportar até 19 aviões do modelo E195-E2 para a Porter Aviation Holdings, proprietária da companhia aérea canadense Porter Airlines. As entregas estão previstas até 2030.
O recurso é da linha BNDES Exim Pós-embarque, destinada a apoiar exportações brasileiras e conta com garantia do Seguro de Crédito à Exportação do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), gerido pela Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).
“Este mecanismo faz parte da política pública para apoiar exportações brasileiras, ampliando a competitividade dos produtos nacionais no exterior”, afirma Maíra Madrid, presidente da ABGF.
Segundo o BNDES, esta é a primeira vez que uma venda de aeronaves da Embraer para uma empresa canadense recebe financiamento direto do banco.
Pedido total de 75 aeronaves
Este financiamento faz parte de um contrato maior, no qual a Porter comprou 75 jatos E195-E2 da Embraer, recebendo as primeiras unidades desde 2023. Até agora, 54 aviões foram entregues, incluindo três financiados diretamente pelo BNDES em dezembro de 2025.
A entrega mais recente ocorreu em 23 de junho, durante evento na sede da fabricante em São José dos Campos (SP), com a presença do BNDES, ABGF, Porter e Embraer.
“O suporte do BNDES às exportações da Embraer ajuda a manter a produção e o emprego na indústria aeronáutica nacional, além de ampliar o mercado para aviões mais tecnológicos”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Conexões na América do Norte
Fundada em 2006 e com sede em Toronto, a Porter Airlines opera voos no Canadá, Estados Unidos, México, Caribe e América Central.
A companhia se destaca na classe econômica pela configuração das poltronas: quatro por fileira, duas de cada lado do corredor, sem assento no meio. Além disso, oferece a seus passageiros wi-fi, vinho, cerveja e lanches a bordo.
Felipe Santana, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Embraer, afirmou que a Porter é uma das maiores operadoras do jato E2 globalmente e referência em experiência para passageiros no mercado norte-americano.
“É uma grande satisfação ver a frota deste cliente crescer e conectar mais pessoas com nossos aviões, além de consolidar a parceria com o BNDES no apoio às nossas exportações”, declarou Felipe Santana.
Economia
IPCA 2026: mediana cai para 5,03%, mas ainda acima da meta
A mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 registrou uma queda pela quinta semana seguida, descendo de 5,12% para 5,03%. Apesar disso, esse valor permanece 0,53 ponto percentual acima da meta estabelecida pelo Banco Central, fixada em 4,50%.
Considerando apenas as 109 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, que refletem melhor as recentes mudanças, a mediana diminuiu de 5,10% para 5,03%.
Para o IPCA de 2027, a estimativa intermediária do mercado se manteve em 4,22%, levemente superior à de um mês antes, que era de 4,18%. Analisando apenas as 108 projeções mais recentes, houve um aumento de 4,24% para 4,27%.
A mediana do Focus para a inflação de 2028 permanece em 3,80%, estável em relação ao mês anterior, quando era 3,70%. Para 2029, a previsão se mantém em 3,50%, marcando a 48ª semana consecutiva sem alterações.
O Banco Central prevê uma alta do IPCA de 5,2% para 2026, 3,7% para 2027 e 3,1% para 2028, conforme apresentado no Relatório de Política Monetária do segundo trimestre.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, baseado no IPCA acumulado nos últimos 12 meses, com um centro de 3% e uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso a inflação ultrapasse esse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central é considerado a ter perdido o controle da meta.
Conteúdo preparado com o auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela equipe do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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