Conecte Conosco

Mundo

Primeira parada da China em viagem pelo Pacífico Sul, Ilhas Salomão reafirmam parceria com Pequim

Segundo especialistas chineses, Ilhas Salomão mostraram grande coragem em fortalecer os laços com a China apesar da crescente pressão dos EUA e da Austrália.

© AFP 2022 / STR

As Ilhas Salomão mostraram grande coragem em fortalecer os laços com a China para realmente servirem seu próprio interesse nacional, apesar da crescente pressão dos EUA e da Austrália, afirmaram especialistas ao Global Times.
Nesta quinta-feira (26), o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, chegou às Ilhas Salomão para iniciar sua importante viagem pelas nações insulares do Pacífico Sul.
Primeira parada da comitiva chinesa, as Ilhas Salomão mostraram grande coragem em fortalecer os laços com Pequim para realmente servir seu próprio interesse nacional.
De acordo com o site do Ministério das Relações Exteriores da China, as Ilhas Salomão e a China se comprometeram em aumentar ainda mais sua cooperação mútua para fortalecer a confiança entre a China e os países insulares do Pacífico (PICs, na sigla em inglês).
Depois de estabelecer laços diplomáticos com a China em 2019, Honiara estava determinada a desenvolver uma agenda de cooperação em segurança com a China, mas tem enfrentando pressão do Ocidente, especialmente da Austrália, para que as negociações não avancem.
O primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Manasseh Sogavare, e o conselheiro de Estado chinês e ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, manifestaram nesta quinta-feira a disposição de forjar laços “revestidos de ferro” e aprofundar a cooperação entre os dois países, segundo a agência de notícias Xinhua.
Sogavare disse que a China se tornou o maior parceiro cooperativo das Ilhas Salomão em infraestrutura básica e agradeceu à China por fornecer suprimentos de combate à pandemia de COVID-19, como equipamentos de teste rápido, e o envio de equipes médicas para o país.
Ele também agradeceu a Pequim pelo envio de material policial e conselheiros policiais para ajudar a manter a ordem social nas Ilhas Salomão após os distúrbios de 2021 em Honiara.
Depois da visita às Ilhas Salomão, a autoridade chinesa seguirá até o Kiribati, Samoa, Fiji, Tonga, Vanuatu e Papua-Nova Guiné, além de Timor-Leste.
Depois que o acordo de cooperação em segurança com a China foi severamente contestado pelos EUA e pela Austrália, o primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Sogavare, disse em março que a reação contra as negociações de segurança de seu país com a China foi “muito insultante”.
Em um discurso ao parlamento, Sogavare expressou críticas a países maiores que, segundo ele, não se importam se as ilhas do Pacífico ficam submersas por causa das mudanças climáticas e consideram a região “o quintal das grandes potências ocidentais”, informou a mídia.
O presidente da Associação Chinesa de Estudos Australianos e diretor do Centro de Estudos Australianos da Universidade Normal da China Oriental, Chen Hong, afirmou que as Ilhas Salomão, assim como outros PICs, são países soberanos independentes e, se países ocidentais como os EUA e a Austrália ainda os tratarem de maneira condescendente, sua política não funcionará e as Ilhas Salomão não serão as últimas a se levantar e se opor a eles.

Mundo

Milei acusa Lula de corrupção e roubo

Por

O presidente da Argentina, Javier Milei, reafirmou neste domingo (2) suas acusações contra Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-o como corrupto e ladrão, uma semana após suas declarações causarem um atrito diplomático entre as maiores economias da América do Sul.

Milei declarou em uma entrevista à emissora LN+ que Lula foi condenado por crimes de roubo e corrupção, tendo cumprido pena, o que justifica chamá-lo de preso. Ele ainda ressaltou que a soltura de Lula decorreu de um erro administrativo no processo, e não por inocência.

Continuar Lendo

Mundo

Trump diz que EUA e Irã retomam negociações na segunda

Por

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, conforme reportado pela Al Jazeera, que Washington está em diálogo com autoridades iranianas para discutir os termos das negociações bilaterais. Segundo a emissora, as conversações estão previstas para iniciar na noite de segunda-feira.

Até o momento, não houve nenhuma declaração por parte de Trump em sua conta na Truth Social.

Anteriormente, a agência estatal IRNA comunicou que as tratativas entre o Irã e Omã para criar um protocolo de navegação no Estreito de Ormuz estão na etapa final.

O propósito dessas negociações é desenvolver procedimentos para monitorar e coordenar o tráfego marítimo, assegurando a passagem segura dos navios pelo estreito.

Continuar Lendo

Mundo

Famílias marroquinas ainda esperam por notícias dos familiares que tentaram chegar a Ceuta

Por

Na cidade marroquina de Castillejos, aproximadamente 30 pessoas permaneciam presas a uma cerca que bloqueia o acesso ao mar e à fronteira, ansiosas por informações sobre seus parentes que cruzaram ilegalmente para o território espanhol de Ceuta neste domingo (2).

Abdellatif, trabalhador rural oriundo de Moulay Bousselham, situado a cerca de 200 km de Castillejos, está angustiado pelo desaparecimento de seu irmão mais novo, de 17 anos, que na quinta-feira entrou no mar acompanhado de dois amigos para tentar alcançar Ceuta nadando.

Mais de 60 mil migrantes conseguiram entrar no enclave nos últimos dias, porém a maioria foi rapidamente devolvida a Castillejos, de onde são transportados de ônibus até suas cidades de origem.

As autoridades espanholas relatam pelo menos 72 mortes, enquanto a Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) estima cerca de 130 vítimas e várias pessoas desaparecidas.

Abdellatif relatou à AFP que dois amigos do irmão disseram na sexta-feira que partiram um dia antes, mas que ele sofreu uma lesão muscular ao nadar e acabou separado deles. O jovem de 27 anos se questiona se o irmão ainda está vivo, especialmente porque os dois companheiros retornaram.

Medo de voltar sem notícias

Ele teme retornar sem seu irmão e estranha o silêncio das autoridades. Abdellatif manifestou indignação com o governo por não alertar os jovens sobre os perigos da migração irregular, especialmente com a influência prejudicial das redes sociais.

O aumento do fluxo migratório ocorreu após boatos de que a fronteira estava aberta, alimentados por imagens de jovens celebrando a chegada a Ceuta.

Próximo à cerca, familiares mostram fotos em seus telefones para as pessoas que retornam do enclave espanhol. Uma mãe se tranquiliza ao ouvir que seu filho foi visto em Ceuta no sábado.

No entanto, Rachida Mamakh, de 48 anos, com os olhos vermelhos pelo choro, pergunta para cada pessoa se há alguma notícia de Zuhair, seu filho de 23 anos. Ele informou que havia deixado sua motocicleta em Castillejos e que chegou a Ceuta, mas desde então não atende mais o telefone.

Ela pede a Deus pela segurança do filho e clama às autoridades e ao rei Mohammed VI para que façam tudo o que for possível para trazer os jovens de volta. Zuhair terminou o ensino médio, está desempregado, aprendeu alemão em escola particular e, apesar da situação financeira da família ser razoável devido ao trabalho do pai como taxista, sonhava em ir para a Alemanha em busca de uma vida melhor.

Fadoua Allam, residente em Castillejos, passou por um momento terrível quando, ao voltar para casa na madrugada de sexta-feira após o trabalho, não encontrou seus dois filhos, uma menina de 13 e um menino de 8 anos.

Desesperada, ela tentou nadar em direção a Ceuta para procurá-los. A filha foi encontrada em um centro de acolhimento, mas o menino foi devolvido a Castillejos. Ela, exausta e incapaz de caminhar, passou a noite na casa de uma amiga no enclave.

Mohamed, encanador de 27 anos, está preocupado com o desaparecimento de dois primos de 18 e 22 anos. Na última comunicação, pediu que se entregassem às autoridades para repatriação, mas desde então não teve mais notícias.

Ele viajou à fronteira para tentar encontrá-los, não entendendo a decisão dos primos, já que suas famílias possuem terras agrícolas e vivem bem.

Continuar Lendo

Trending