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Qual a diferença entre autoteste, teste rápido e PCR?

autoteste PCR
autoteste PCR

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Entenda a diferença entre cada tipo e quais devem ser as recomendações após a autorização da Anvisa para a testagem em casa

“Temos uma mensagem simples para todos os países: teste, teste, teste”, foi esta frase que marcou um dos primeiros discursos do diretor-geral da OMS, o biólogo Tedros Adhanom Ghebreyesus, ainda no início da pandemia em março de 2020. “Não é possível combater um incêndio de olhos vendados”, disse.

Quase dois anos depois, entre erros e acertos, uma grande leva de países europeus, asiáticos e os Estados Unidos seguiram as orientações da Organização Mundial de Saúde e passaram a oferecer sua versão rápida – que identifica a quantidade de antígeno no corpo e é menos precisa do que o RT-PCR – gratuitamente ou em farmácias.

Uma opção para fazer o teste de antígeno em casa – o autoteste – também foi disponibilizada desde cedo no exterior. No Brasil, o Ministério da Saúde deve enviar, ainda esta semana, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um pedido de autorização para seu uso.

O órgão afirma em nota que a possibilidade está prevista em regulamento, desde que autotestes sejam acompanhados de “políticas públicas e ações estratégicas formalmente instituídas”, a cargo do Ministério da Saúde.

“[A falta de testagem] permite com que mais e mais contaminações aconteçam e com que a doença fique cada vez mais descontrolada. Os testes ajudam como monitoramento: mesmo sem sintomas, a pessoa testa, se isola e evita continuar disseminando o vírus”, disse a biotecnologista e doutora em Genética e Biologia Molecular, Larissa Brussa. “O ideal é que as pessoas fossem testadas na menor suspeita de infecção.”

A busca por testes rápidos cresceu consideravelmente com a variante Ômicron aumentando o número de casos no país – houve um crescimento de 111% em duas semanas no final do ano, mas o apagão dos dados do Ministério da Saúde sobre a pandemia torna o número difícil de definir –, além do surto da gripe H3N2.

Agora, com os autotestes possivelmente chegando em breve nas farmácias, é normal que dúvidas surjam em relação a cada forma de diagnósticoVeja qual o teste contra coronavírus ideal para cada situação:

Testes rápido de antígeno

Agora também no formato de autoteste caseiro, os testes de antígeno são úteis porque prontificam a pessoa com uma resposta em aproximadamente 15 minutos. “Ele pode ser feito em qualquer lugar, qualquer horário e não é necessário nenhum equipamento específico ou uma pessoa treinada”, disse Russa.

O ideal é que o teste de antígeno seja feito quatro dias após o contato com alguma pessoa positivada ou por volta de três dias após a apresentação de sintomas. Assim, as chances de um falso-negativo diminuem.

No caso do autoteste caseiro, os possíveis erros na hora da execução foram, inclusive, um motivo para a Anvisa não ter autorizado o produto no país até 2022, já que o paciente precisa fazer um swab nasal sem o auxílio de um profissional de saúde.

O órgão temia que falsos-negativos em testes caseiros pudessem afetar os programas de saúde pública (a sensibilidade dos testes é de 60% a 40%). Por isso, a recomendação é que qualquer teste rápido apenas auxilie o paciente num primeiro momento, mas que não sirva como um diagnóstico conclusivo.

Caso ele tenha dado positivo (ou negativo, mas os sintomas persistem), o recomendado é ir atrás de um teste RT-PCR.

Testes moleculares

Considerado “padrão ouro” para o diagnóstico da covid, o RT-PCR é o teste no qual uma raspagem precisa ser feito no fundo do nariz e da garganta. Ele é indicado para quando o paciente estiver entre o 3° ou 10° dia de sintomas, ou caso ele tenha sido exposto ao vírus cinco ou até seis dias antes.

Para quem tiver dificuldade em fazer o tradicional, existe uma versão do PCR que só necessita da coleta da saliva. De acordo com o Fleury, “de 100 exames positivos para o novo coronavírus pela pesquisa tradicional, o efetuado em saliva consegue identificar 94 casos positivos”.

Há também o teste molecular rápido, feito via uma raspagem no nariz e no ‘início’ da garganta, que pode ser utilizado por empresas em protocolos de prevenção de transmissão.

Testes sorológicos

As pesquisas de anticorpos totais e de anticorpos IgG e IgM podem ser facilmente confundidas com um teste rápido ou PCR, mas elas não servem para verificar a presença do vírus no corpo.

A utilidade desses testes sorológicos é avaliar se houve produção de anticorpos após a contaminação, e a coleta deve ser feita 14 dias após o início dos sintomas ou 21 dias após ter sido exposto ao vírus.

Vale ressaltar que os anticorpos ajudam na proteção contra o vírus da covid-19, mas não substituem a vacinação.

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Saúde melhora atendimento para evitar avanço da doença renal

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O Ministério da Saúde expandiu e aprimorou o atendimento especializado para pessoas com doença renal crônica através do Sistema Único de Saúde (SUS), com o propósito de assegurar cuidados no momento certo, impedir o avanço da doença e diminuir os casos mais graves.

Em comunicado, o ministério explicou que, dentro do programa Agora Tem Especialistas, foi instituída uma nova forma de organização do cuidado, que integra consultas, exames e tratamentos em pacotes conjuntos, com valores até 360% maiores que os anteriormente pagos.

Por exemplo, o valor destinado à preparação para hemodiálise aumentou de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.

Compreendendo o novo modelo

Esse novo sistema funciona por meio das chamadas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), que agrupam, em um único pacote, os cuidados necessários para o paciente conforme o estágio da doença e suas particularidades.

As OCIs abrangem consultas especializadas, exames laboratoriais e de imagem, acompanhamento multiprofissional e outros procedimentos.

“Essa ação tem o objetivo de diminuir o intervalo entre as diferentes fases do atendimento, garantir acompanhamento contínuo e preparar, no momento adequado, os pacientes que precisam começar a terapia renal substitutiva”, salientou o ministério.

Anemia

O Ministério da Saúde também atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Anemia na Doença Renal Crônica, incluindo novas alternativas de tratamento disponíveis no SUS, como carboximaltose férrica e derisomaltose férrica.

Transplante renal

O transplante renal faz parte da linha de cuidado das pessoas com doença renal crônica. Com as OCIs, o acompanhamento especializado facilita a identificação e encaminhamento de pacientes que recomendam avaliação para transplante — antes do início da diálise.

As normas do Sistema Nacional de Transplantes determinam que pacientes com doença renal avançada, mesmo sem estarem em diálise, recebam orientação sobre a possibilidade de transplante renal e tenham acesso à avaliação especializada.

“Assim, o cuidado pré-dialítico também apoia na preparação e encaminhamento dos pacientes que possam ser elegíveis para o transplante”, reforçou o ministério.

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Brasil

Analfabetismo é Muito Maior entre Jovens e Adultos com Deficiência

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A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência na faixa de 15 a 29 anos atingiu 12,2% em 2022, o que é 12 vezes mais alto do que a taxa observada entre aqueles sem deficiência, que é de apenas 1%. Esses dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no Censo Demográfico de 2022.

Luanda Botelho, pesquisadora do IBGE, destaca que historicamente as pessoas com deficiência sempre tiveram índices de analfabetismo mais elevados que as sem deficiência. Parte dessa diferença está ligada ao fato de haver mais pessoas com deficiência entre os idosos, que pertencem a gerações com menor escolaridade. Contudo, os dados que focam nos jovens mostram que essa disparidade não é apenas um efeito geracional.

O analfabetismo é especialmente elevado entre pessoas com dificuldades associadas às funções mentais (40,4%) e aquelas que possuem mais de um tipo de deficiência (34%). Mesmo entre os que têm menor taxa, como pessoas com dificuldade visual (3,5%), o número ainda é mais do triplo da taxa dos sem deficiência.

Outras taxas de analfabetismo registradas são: 10% para pessoas com problemas auditivos, 23,3% para quem tem dificuldade para caminhar ou subir escadas e 31,3% para aqueles com dificuldade para pegar objetos pequenos.

Acesso à Educação

A frequência escolar também é menor entre pessoas com deficiência. Para crianças de 6 a 14 anos, a taxa era de 92,6%, enquanto entre jovens de 15 a 17 anos era de 79,5%. Já entre pessoas sem deficiência, essas taxas eram maiores: 98,4% e 85,4%, respectivamente.

Pessoas com deficiência profunda, que não conseguem escutar, ouvir, pegar objetos ou caminhar, apresentam os índices de frequência escolar mais baixos: 82,3% para crianças e 65,6% para jovens.

Acessibilidade nas Escolas

Conforme o Censo Escolar 2025, 57% das escolas possuem banheiro acessível, 30% contam com salas de recursos multifuncionais, e 26,2% dispõem de profissionais de apoio. Ao menos um desses recursos está presente em 78,5% das escolas.

A rede privada tem maior percentual de banheiros acessíveis (64,4%) comparado à rede pública (54,8%). Por outro lado, a rede pública lidera na presença de profissionais de apoio (32,8% contra 4,6% na privada) e salas de recursos multifuncionais (34,5% contra 15,2% na rede privada).

Educação Superior

Entre 2014 e 2024, o número de estudantes com deficiência em cursos universitários quase triplicou, passando de 33.377 para 95.572 alunos. A participação desses estudantes no total de matrículas de graduação aumentou de 0,43% para 0,93%.

Esse crescimento foi impulsionado especialmente pelos cursos a distância, que tiveram a matrícula multiplicada por mais de seis vezes (de 6.740 para 44.963). Já os cursos presenciais quase dobraram o número de estudantes com deficiência (de 26.637 para 50.609).

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Ibge vai acionar PF e Agu por notícias falsas sobre pesquisa de saúde

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comunicou na última segunda-feira (14) que vai solicitar apoio à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar a propagação de notícias falsas na internet relacionadas à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026).

O IBGE detectou uma campanha de desinformação nas redes sociais que sugere, incorretamente, que a pesquisa visa criar um “banco de DNA estatal”, informação que o instituto refuta veementemente.

Em comunicado oficial, o órgão esclareceu que a coleta de sangue e urina na pesquisa é feita exclusivamente para fins científicos e que os materiais serão descartados após os exames. O estudo analisa aspectos como os níveis de glicose, colesterol e creatinina da população.

Nos últimos dias, o IBGE destacou que a circulação dessas informações falsas tem prejudicado a realização da pesquisa em todo o território nacional, o que justificou a tomada das medidas legais para identificação dos responsáveis.

Sobre a pesquisa

O instituto explicou que a pesquisa é feita em parceria com o Ministério da Saúde e busca fornecer dados que auxiliem no planejamento de ações preventivas, serviços de saúde, campanhas de vacinação e na promoção de hábitos alimentares saudáveis.

Trata-se da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde, iniciada em julho, que pretende visitar 140 mil residências para coletar dados sobre os hábitos de vida e o acesso a serviços de saúde da população brasileira.

Além da coleta de materiais biológicos, os agentes também medem peso, pressão arterial e altura de alguns entrevistados, até o fim de novembro.

A coleta de sangue e urina, feita por profissionais capacitados, envolverá entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais.

O IBGE afirmou: “Ao participar da PNS 2026, o cidadão não está apenas respondendo a uma pesquisa, mas colaborando para que o Brasil conheça melhor seu povo e possa planejar, agora e no futuro, cuidados em saúde adequados às necessidades da população brasileira.”

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